Do poço de crime para a luz da graça

Por Edmur Ribeiro Jr.

Meu nome completo é José Edmur dos Santos Ribeiro Junior – eu não sei o que minha família estava pensando quando eles colocaram este nome em mim, rsrsrs. Eu nasci numa favela. Meu pai era ferroviário (Cia. Mogiana) e alcoólatra e minha mãe era lavadeira – ela lavava roupas para as madames do bairro perto de onde morávamos. Minha mãe trabalhava muito duro para ajudar em casa.

Um dia eu me revoltei com o fato de meu pai ser alcoólatra e minha mãe ter que trabalhar duro para temos comida na mesa; tornei-me rebelde. Com treze anos de idade eu já havia sido preso por roubo duas vezes. Minha vida de criminoso somente aumentava, bem como a minha amizade com más companhias. 

edmur

Edmur, com esposa e filha.

Claro que minha mãe sofria com tudo isso. Com mais ou menos quinze ou dezesseis anos, minha vida já estava de mal a pior. Eu estava economizando dinheiro para comprar um “berro” [revolver calibre 38]. O intuito era me juntar com outro grupo para “serviços” ainda maiores. Foi neste momento que eu fui convidado para um torneio de futebol com um grupo chamado “Alvo da Mocidade.”

Depois de ter participado deste torneio, ouvi de um jovem chamado Jacinto a respeito do amor de Deus. Ele disse:

“Algumas vezes nossa vida está no fundo do poço, um poço sem água, só com barro e cheirando mal. Às vezes estamos lá e, com nossas próprias forças, não conseguimos sair, subir de volta. As paredes são escorregadias e não há muito que possamos fazer. Ainda assim, sabemos que lá em cima tem uma luz, de pode surgir uma corda. Então, temos a oportunidade de agarrar bem forte nessa corda e ser puxado para cima.” 

Jacinto usou o poço como uma analogia do amor de Jesus Cristo. Eu entendi que eu me encontrava nesse poço. Eu queria uma segunda chance. Foi com esta analogia que eu entendi minha situação de pecador e o quanto necessitava da graça de Jesus como alguém que me tiraria dali com uma corda, a qual eu não merecia.

Minha experiência com Jesus foi e é maravilhosa. Eu ainda me lembro muito bem que as circunstâncias da minha vida continuavam as mesmas, mas, por dentro, eu era diferente e desejava cada dia mais me relacionar com Deus. Depois de dez anos, minha família também conheceu Jesus, até meu pai O conheceu.

Esse foi o maior milagre de Cristo em minha vida e na vida de minha família.

Assista o vídeo “O Homem no Buraco” (clique).

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