Mudanças, depressão e salvação

Por Mônica Luba

Monica Luba

Vim de uma família bem estruturada, apesar da separação dos meus pais quando eu tinha cerca de 13 anos. A minha adolescência foi normal, de uma certa perspectiva. Gostava de fumar (cigarros), sair, beber bastante, ficar com alguns meninos, não tinha muita direção religiosa.

Em 2001 entrei na faculdade. Tive que mudar da casa de minha mãe para a cidade onde a universidade ficava (Campinas-SP). No primeiro ano da faculdade percebi estar numa cidade onde eu não conhecia quase ninguém. Sozinha, eu tinha que me virar para tudo. Tinha que controlar meu dinheiro, pagar minhas próprias contas, pegar o ônibus para diferentes lugares que eu precisa ou queria ir, comprar meus remédios, etc. Foi uma fase muito difícil, especialmente porque, nesta época, fui diagnosticada com depressão.

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Morte e Vida Severina

Por Bertrant Vilanova, filho de Dona Severina

Dona Severina nasceu no dia 28 de março de 1938 em Rio da Barra, município de Custódia no sertão pernambucano. Antes de completar dez anos sua mãe faleceu e ela teve que cuidar dos outros três irmãozinhos que logo foram entregues para morar com outros parentes. A adolescente Severina foi enviada para a cidade de Arcoverde onde fora criada por uma família tradicional. Aos dezessete anos casou-se e teve sete filhos.

Ela é uma pessoa simpática, atenciosa e que gosta conversar e fazer novas amizades. Católica por tradição familiar e convicção pessoal, ela tornou-se numa fervorosa devota do frade capuchinho Frei Damião de Bozzano (1898 – 1997), considerado santo pelos seus seguidores.

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